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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Correspondente do TFLA diretamente do Independence Day in LA

* by Fernanda Mara (Marilyn, in the picture with her parents and sister, our Julie Harris)

July 4th: Happy American Independence Day!

Blue, white and red everywhere: on people’s clothes, faces and hearts! Nothing related to the United States playing in the World Cup (by this time, the national team had been back from Africa after being beaten by Ghana!). This is how this nation celebrates its Independence Day.
American flags hang in front of the houses and business places. Families get together in parks, squares and various public places to have picnics, watch live concerts, enjoy entertainment shows and sing in behalf of their nation. At around 9 pm the sky above the country is fulfilled with amazing firework shows that last for approximately 30 minutes!
At public places we can see this party is made for every single American: children and adults, women and men, Americans and immigrants. They all enjoy it and take their time to thank their country for their freedom and glory!
Regardless of anyone’s thoughts and impressions about this nation, we all have to admit that the USA people do know how to celebrate!
And last, but not least, great news for shopping lovers: during this holiday the stores have major sales!!! So if you have the chance to visit North America during summer, don’t miss this important date! Wear your blue, red and white clothes and sing Happy Birthday to the US along with the natives!!!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Correspondente do TFLA diretamente do... Banco de Sangue

(by Pietra)

Chego ao Banco de Sangue certa de que encontrarei pessoas aguardando ansiosamente por um doador. Ledo engano. No local há várias pessoas sendo atendidas e tenho que pegar a minha senha: número 25.

Enquanto aguardo, leio uma lista de restrições e observações das mais curiosas, dentre elas:
* não doe sangue se você teve dengue nos últimos meses (isso já exclui toda a região norte e de Venda Nova);
* não doe sangue se você tomou AAS nos últimos 7 dias (tem alguém que ainda toma isso?);
*comunique à atendente se você esteve na Europa por mais de 6 meses após 1980 (o que isso tem a ver com doar sangue?).

Finalmente sou chamada, passo meus dados ao setor de atendimento e sou encaminhada à médica para mais perguntas. Ela me repete as perguntas do questionário.

- Você já esteve na Europa?
- Sim.
- Onde e por quanto tempo?
- 2 meses na Espanha e alguns dias em Londres.
- Quantos dias em Londres?
- Uma semana. (Meu Deus, o que será que existe em Londres de tão perigoso? - Não tive coragem de perguntar.)
- Já fez endoscopia alguma vez?
- Sim.
- Quando?
- Quando era jovem.... Faz mais de 20 anos.
- E por que?
- Eu estava sentindo dores no abdômen (HÁ DUAS DÉCADAS!!!!).
- E foi descoberto algo?
- Não.....

A médica tira a minha pressão e auscuta o coração. Tudo bem. Apesar do frio na barriga (detesto ser examinada!!!), passo no teste do coração. Quanto à pressão, acho melhor comentar:

- Minha pressão geralmente é baixa.
- Sim. Está 10 por 7. A que horas você lanchou hoje?
- Às 9 horas.
- Então vamos tomar outro lanche antes da doação.

Refeição grátis! Beleza! Um sanduíche e um suco depois, lá vou eu pra sala de doação propriamente dita. Sem me avisar, a enfermeira pega o meu dedo da aliança (não sei o nome dele!!!) e o fura com uma microagulha saída sabe-se lá de onde. Ela faz alguns testes e me informa que não estou anêmica e que meu sangue é tipo O (coisa que, diga-se de passagem, estou careca de saber).

Após ter que entrar numa cabine pra responder novamente que não sou bígama, adúltera ou drogada, lavo meus antebraços e me deito para, finalmente, executar a doação. Na hora H, quase me sinto nervosa. Afinal de contas, foi um interrogatório tão grande que sinto que estou sendo avaliada. Grande bobagem, pois esta acaba sendo a parte mais fácil e mais rápida. Uma picada, abrir e fechar a mão repetidamente e pronto. Cinco minutos depois há um saco gigante de tinta vermelha do meu lado e eu não sinto nada. Nadinha de nada. Tenho até vontade de mandar tirar mais um saco, mas, como sou caloura, decido jogar uma indireta:

- Quando posso doar novamente?
O doador ao lado me diz:
- Daqui a 2 meses.
Ao que o enfermeiro corrige:
- Você sim, mas ela não. Mulheres só após 3 meses.

(Até nisso os homens são mais rápidos...)

Às 11:35hs, uma hora após ter chegado ao Banco de Sangue, o enfermeiro me informa.
- Tá liberada. Agora você pode ir pra copa pra tomar o lanche.
- OUTRO lanche?!?!
- Sim. É importante.
- Sou obrigada? Vocês me fazem comer mais do que a minha mãe....
- Pelo menos o suco.
- Tudo bem. O suco cabe.

Com o braço esquerdo dobrado ao meio, sendo eu canhota, acabo tendo que tomar o suco e preencher o questionário de avaliação da doação com a mão direita (bom pra exercitar o outro lado do cérebro, dizem).

Pergunta do questionário: Você gostaria de ser chamada para doar sangue novamente com data e hora marcada? Sim. Por que não? Foi divertido.