Alice é uma mulher brilhante, professora e pesquisadora da universidade de Harvard, tendo sempre se destacado em sua área. Sua vida foi construída com base em planejamento e dedicação acadêmica. Alice acreditava que tinha tudo sob controle, até o dia em que é diagnosticada com Alzheimer de instalação precoce e sua vida vira do avesso. Alice terá que reinventar, a cada dia, a própria vida e terá que conviver com a única certeza que parece lhe restar: a de que ela não será a mesma pessoa daqui a um mês.
Essa é a estória de 'Para Sempre Alice', de Lisa Genova (Editora Nova Fronteira, 2007). Um livro inesquecível.
"Alice contemplou as fileiras de livros e periódicos em sua estante, a pilha de provas finais na escrivaninha, os e-mails em sua caixa de entrada, a luz vermelha piscante da secretária eletrônica. Pensou nos livros que sempre quisera ler, os que adornavam a prateleira superior da estante de seu quarto, aqueles para os quais havia imaginado que teria tempo depois. Moby Dick. Alice tinha experimentos a conduzir, artigos a escrever e palestras a dar e a que assistir. Tudo o que fazia e amava, tudo o que ela era exigia a linguagem.
(...)
Ficou imaginando quando chegaria o momento em que não se lembraria.(...) Sabia que, um dia, olharia para o marido, os filhos e os colegas, para rostos que havia conhecido e amado durante a vida inteira, e não os reconheceria.
(...)
Digitou as palavras 'doença de Alzheimer' no Google. Estava com o dedo médio pousado sobre a tecla 'enter' quando duas batidas causaram-lhe um sobressalto, fazendo-a abortar a missão na velocidade de um reflexo involuntário e esconder as provas.
(...)
- Está pronta? - perguntou John.
Não, não estava. (...) Não estava pronta para se entregar. Ainda não."
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quarta-feira, 24 de março de 2010
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