Um colunista conta uma história em que acompanhava um amigo a uma banca de jornais.
“O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.
Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre trata você com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente foi sempre assim...
- E você é sempre tão polido e amigável com ele?
- Sim, procuro ser.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão grosseiro com você?
- “Porque não quero que ele decida como eu devo agir.”
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
terça-feira, 3 de agosto de 2010
O Valor do Conhecimento
Conta-se que um caldeireiro foi contratado para consertar um enorme sistema de caldeiras de um navio a vapor que não funcionava bem. Depois de ouvir do engenheiro a descrição do problema e de ter feito algumas poucas perguntas. O caldeireiro dirigiu-se à sala de máquinas. Durante alguns instantes, ficou olhando para o labirinto de tubos retorcidos, escutou o ruído surdo das caldeiras e o silvo do vapor que escapava. Com as mãos, apalpou alguns dos tubos, depois, cantarolando distraidamente, procurou no avental alguma coisa, até tirar de lá um pequeno martelo com o qual bateu apenas uma vez numa brilhante válvula vermelha. Imediatamente, o sistema inteiro começou a trabalhar com perfeição e o caldeireiro voltou para casa. Quando o dono do navio recebeu a conta de 10 mil reais pelo serviço, queixou-se ao caldeireiro. Argumentou que ele só havia ficado na sala de máquinas por 15 minutos e pediu-lhe, então, uma conta pormenorizada.
Eis a descrição da nota de prestação de serviço:
Conserto com o martelo................... R$ 5,00
Saber onde martelar........................ R$ 9.995,00
Total................................................. R$ 10.000,00
Eis a descrição da nota de prestação de serviço:
Conserto com o martelo................... R$ 5,00
Saber onde martelar........................ R$ 9.995,00
Total................................................. R$ 10.000,00
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Os Pessimistas
Existia um rei que, por causa do aniversário de seu reinado, resolveu fazer uma grande festa. Todos do reino foram convidados, e a prova que mais exigia de todos era a “escalada ao poste”. Era um poste muito alto, em cujo topo estava o prêmio: uma cesta cheia de comida e ouro. Aquele corajoso súdito que conseguisse escalar até o alto do gigantesco mastro poderia se deliciar com a comida e pegar todo o ouro. Milhares de pessoas compareceram ao evento, vindas de todos os cantos do reino, e no dia várias se inscreveram pra a prova. O primeiro a participar foi um rapaz alto e forte. Ele tomou uma distância curtíssima e, muito negligentemente, subiu no poste, não chegando nem à metade. Lá em cima ainda e já descendo, começou a blasfemar contra o rei....
- Esse rei está louco – dizia. – Ele colocou o prêmio bem alto justamente para ninguém conseguir apanhá-lo... ele está gozando nossa cara – continuou o rapaz. –E tem mais: se todos deixarem de tentar, o rei será obrigado a diminuir o tamanho do mastro... Vamos desistir, é mais fácil – continuou o jovem.
Alguns súditos se decepcionaram tanto com o rei que começaram a ir embora com a cabeça baixa e chorando. Outros proferiam contra ele palavras de desapontamento. Naquele instante, apareceu um garoto bem magrinho... Tomou distância, aproveitando a bagunça gerada, e, correndo como o vento, subiu no mastro. Na primeira tentativa não teve êxito. Quando se preparava para a segunda tentativa, as pessoas gritavam:
- Desiste, desiste, desiste...
Mesmo assim, ele se afastou e, mais convicto do que a primeira vez, subiu rapidamente no mastro, com muita energia e convicção, e, num esforço gigantesco, conseguiu se balançar no topo. Aí, sim, caiu a cesta com o prêmio.
Todos ficaram admirados. Uns aplaudiram, outros comentavam sobre a proeza. Um rapaz, totalmente rendido pelo fato, foi imediatamente procurar explicação com o pai do garoto, que contava o prêmio, saboreava a comida desejada e distribuía a todos com maior alegria pela conquista. O pai do garoto, indagado pelo rapaz sobre como e por qual razão o pequeno jovem havia conseguido o feito, respondeu-lhe...
- Olha, existem duas coisas que motivaram meu filho a conquistar o prêmio: a primeira é a fome; a segunda é que ele é surdo.
(retirado do livro As Parábolas na Empresa, de Alexandre Rangel)
- Esse rei está louco – dizia. – Ele colocou o prêmio bem alto justamente para ninguém conseguir apanhá-lo... ele está gozando nossa cara – continuou o rapaz. –E tem mais: se todos deixarem de tentar, o rei será obrigado a diminuir o tamanho do mastro... Vamos desistir, é mais fácil – continuou o jovem.
Alguns súditos se decepcionaram tanto com o rei que começaram a ir embora com a cabeça baixa e chorando. Outros proferiam contra ele palavras de desapontamento. Naquele instante, apareceu um garoto bem magrinho... Tomou distância, aproveitando a bagunça gerada, e, correndo como o vento, subiu no mastro. Na primeira tentativa não teve êxito. Quando se preparava para a segunda tentativa, as pessoas gritavam:
- Desiste, desiste, desiste...
Mesmo assim, ele se afastou e, mais convicto do que a primeira vez, subiu rapidamente no mastro, com muita energia e convicção, e, num esforço gigantesco, conseguiu se balançar no topo. Aí, sim, caiu a cesta com o prêmio.
Todos ficaram admirados. Uns aplaudiram, outros comentavam sobre a proeza. Um rapaz, totalmente rendido pelo fato, foi imediatamente procurar explicação com o pai do garoto, que contava o prêmio, saboreava a comida desejada e distribuía a todos com maior alegria pela conquista. O pai do garoto, indagado pelo rapaz sobre como e por qual razão o pequeno jovem havia conseguido o feito, respondeu-lhe...
- Olha, existem duas coisas que motivaram meu filho a conquistar o prêmio: a primeira é a fome; a segunda é que ele é surdo.
(retirado do livro As Parábolas na Empresa, de Alexandre Rangel)
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Globalização
Um gato vivia correndo atrás de um rato, mas nunca conseguia agarrá-lo.
Cansado dessas técnicas tradicionais, o gato decidiu inovar e, para isso, iniciou sua perseguição como de costume. E o rato, como sempre fazia, corria e entrava em sua toca.
O gato, disposto a apanhar o rato com sua nova técnica, ficou escondido do lado de fora da toca do rato e se colocou a imitar o latido de um cachorro.
O rato, lá dentro, ouviu os latidos e logo pensou: "Bom, se o cachorro está latindo é porque viu o gato, e o gato, naturalmente, já foi embora". Confiante em tal pensamento, o rato saiu de sua toca. O gato, por sua vez, não perdeu tempo e, de surpresa, agarrou o rato. Quando já estava quase devorando o pequeno rato, este perguntou-lhe:
- Só um momento, senhor Gato, gostaria de saber onde está o cachorro, pois eu o ouvi latindo.
O gato, com olhar cínico, respondeu-lhe:
- Neste mundo globalizado, quem não falar duas línguas não sobrevive.
(retirado do livro As Parábolas na Empresa, de Alexandre Rangel, Editora Leitura, 2006)
Cansado dessas técnicas tradicionais, o gato decidiu inovar e, para isso, iniciou sua perseguição como de costume. E o rato, como sempre fazia, corria e entrava em sua toca.
O gato, disposto a apanhar o rato com sua nova técnica, ficou escondido do lado de fora da toca do rato e se colocou a imitar o latido de um cachorro.
O rato, lá dentro, ouviu os latidos e logo pensou: "Bom, se o cachorro está latindo é porque viu o gato, e o gato, naturalmente, já foi embora". Confiante em tal pensamento, o rato saiu de sua toca. O gato, por sua vez, não perdeu tempo e, de surpresa, agarrou o rato. Quando já estava quase devorando o pequeno rato, este perguntou-lhe:
- Só um momento, senhor Gato, gostaria de saber onde está o cachorro, pois eu o ouvi latindo.
O gato, com olhar cínico, respondeu-lhe:
- Neste mundo globalizado, quem não falar duas línguas não sobrevive.
(retirado do livro As Parábolas na Empresa, de Alexandre Rangel, Editora Leitura, 2006)
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